Lógica do coração

 

No evangelho de  Mateus (14, 13-21) nos mostra que o individualismo e  a indiferença, o egoísmo   sempre foram a lógica humana, descrevendo a sugestão dos que estavam em volta de Jesus quando escureceu e a multidão não quis se afastar dele, e os discípulos sugeriram:

“Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento”.

Estão aí presentes as duas atitudes básicas da humanidade até hoje: uma a que exclui, rejeita e abandona, e a outra a que acolhe, cuida e ama: a que Jesus ensinou e ainda permanece em muitos, a que Francisco nos exorta todos os dia a aceitar e seguir:

“Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer».

Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes».

Disse Jesus: «Trazei-mos cá».

Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão.

Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos”.

A lógica de Jesus é a diametralmente oposta a dos que até hoje seguem mandando os barcos dos refugiados que tocam terras europeias embora, dos que erguem muros para proteger suas cidades cheias de violência, do egoísmo e do consumismo, dos que humilham e dividem as próprias comunidades entre ricos e pobres, brancos e negros, nativos e estrangeiros, homens e mulheres e tantas outras etiquetas que vivem colocando nos seres humanos.

A lógica de Jesus é da “reunam-se todos, cuidemos de todos, acolhamos os mais frágeis, ajudemos os mais necessitados, recebamos os que sofrem e curemos os doentes, consolemos os que sofrem, abençoemos e oremos por todos”. Não há mais lugar, depois de dois mil anos para transformar seres humanos em objetos e a natureza em fábrica de produção em série de recursos para as nossas exageradas e inuteis necessidades que fazem de tudo e transformam tudo em lixo.

Pensemos pela lógica de Jesus que até o que sobra ele abençoa e cuida, conserva para a nossa eterna necessidade de misericórdia e compaixão.

 

Exeriencia  para lá de positiva

Gosto de gente e o que mais me enriquece na vida de “eterna exilada” como dizia o poetinha Vinicius de Moraes, é conhecer gente nova e nova gente.

Comunicar e interagir com outros povos, aprender novas línguas, conhecer novos costumes e virar de cabeça para baixo o modo de pensar e ver a vida  é para mim o maior aprendizado que posso levar do mundo, e isso só a vida  no exterior me tem dado e isso só aqcontece se se está inserida em outra cultura, convivendo com outras gentes, compartilhando o dia adia, o que nenhuma viagem de turismo pode proporcionar.

São tantas as experiencias que poderia escrever vários livros se pensar nos 10 paises que vivi e em tantos anos de vida como expatriada.

Nosso primeiro posto foi a Guatemala, uma cidade linda e um povo doce e sofrido como tantos. Ali vislumbrei pela primeira vez a história ancestral dos povos da América Central e me deslumbrei conhecendo o sitio arqueológico de Tikal, construida pelos Olmecas, Mayas e Azteca nos albores da prineiro século da era cristã, também eles construiran uma arquitetura  monumental e foram grandes sábios, escreveram uma epopeia de suas lutas e conquistas o Popol Vohl e, inventaram o famoso calendario maya, já conheciam noções de medicina e cirurgia e eram grandes artistas.

Em Montevidéu, nosso segundo posto, tivemos uma linda experiências com os colegas, formamos uma turma de amigos que perdura até hoje: amigos na embaixada e amigos no país.

Essas e tantas outras estórias fazem parte de uma vida que agora me enriquece de memórias que voltarei a contar.

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Paisagem Íntima II

Paisagem Íntima II

O mar tem a doçura do rio

O rio a impetuosidade do mar

Juntos, em paisagem única, dançam vagarosamente

Nas duas margens dos pampas: tango, murgas, candombes e milongas,

No caldo mestiço dos tempos, choram no bandoneon as dores da paixão,

Nos tambores do candombe as alegrias de estar juntos,

Nas vozes da murga a chamada para a vida,

e na malemolência da milonga a picardia de simplesmente ser,

comemorando cada fim de dia um por de sol novo,

uma lua cheia que se arredonda no horizonte,

iluminando um ritual quase religioso nas caminhadas da rambla,

“montevideando” com mate e termo um jeito especial de viver.

las cosas que veo en Montevideo

las cosas que veo en Montevideo

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Casa Paterna

Guardo na memória a casa de minha avó paterna.

Na rua estreita que vai dar na praia.

Estava ali plantada em pedra cinza e áspera,

muro baixo e um pequeno portão de ferro que

dava numa entrada exígua e de chão empedrado.

À frente se elevava alta a fachada, protegendo a casa dos olhares curiosos. Não se via porta nem janela, só a parede de pedra cinza, escondendo tudo.

Um corredor escuro que dava  passagem para o interior da casa desembocava na varandinha, onde vovó nos recebia aos domingo, na sua cadeira de balanço:

-Bença, vó

-Bençoe, filha

No fundo desabrochava o mistério; um jardim de verdes e flores multicoloridas que a tia plantava, colhendo mudas na rua.

No quintal: abacateiro, romã, alecrim, alecrim e a  alfavaca que temperava o bife que até hoje me faz voltar a infância pela memória gustativa, é a minha “madaleine”.

Tinha também o moleque Vanderlei, lembrança dos tempos da fazenda no interior de onde saiu vovó e os seus filhos para vencer na cidade grande.

A casa pertinho da praia, imagino, foi o primeiro encanto.

A família acabou de crescer lá. Nas reuniões de domingo, os netos chegando, as festas de fim de ano, os móveis antigos, os estudantes de medicina companheiros de meus tios, que vinham de fora a viver na pensão da vovó e estudar.

Depois foi o adormecer dos mais velhos e a casa virando relíquia,

O abandono…

A incorporadora… o prédio de mármore e vidro fumée subindo pretensioso2014 Montevideu 052…e restou só o nome da minha avó em letras grandes e douradas à entrada acarpetada do prédio na rua estreita que vai dar na praia.

 

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Travel log – China 2014

Grande Muralha, Pequim, Xi’an: guerreiros de terracota.

 

“Waves rise when the wind blows and wild geese fly in line in the sky”.

Two thousand later the Silk Road is a track in the sky…

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Pequim 23/12/2014 Terça-feira – Véspera de Natal

Chegamos a Pequim às 12:00 depois de um voo de 4 horas, vindos de Manila pela Philippines Airlways.

Fomos recebidos pelo guia Jason (geralmente, os asiáticos adotam um nome ocidental, de preferência inglês, o verdadeiro nome dele é Liu, acho muito mais original) no aeroporto, onde já pudemos constatar a grandiosidade da China, o aeroporto é uma construção grandiosa, espalhada a oeste de Pequim.

A cidade nos supreendeu à primeira vista, ao contrário do que imaginávamos, a cidade tem avenidas largas e edifícios baixo, mas enormes, resquícios da tradição construtora de Pequim de que era proibido construir mais alto que a cidade proibida que é toda horizontal.

Isto torna a cidade aprazível e humana, apesar dos volumes massiços dos prédios, já existem arranha-céus, mas na parte sul da cidade e em alguns bairros afastados.

Ficamos muito bem localizados bem no centro de Pequim na zona da praça Tianamen, na Wangfujing uma rua comercial de pedestres.

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Descemos depois do almoço para dar uma olhada e logo no começo da rua, quem diria… encontrei a igreja de São José, aberta, decorada para o Natal e toda iluminada, aliás como a cidade inteira, pricipalmente as ruas comerciais.

Logo na esquina escontramos um shopping center enorme para a alegria do Ney que chegou a China com a ideia fixa de comprar um I Pad na Apple, que ele não havia achado em Manila. No tal shopping a primeira loja enorme era a da Apple. Ele ficou deslumbrado quando o vendedor atendeu em um bom inglês e conseguiu vendê-lo em poucos minutos tudo o que ele buscava.

O céu já estava azul, a tarde estava linda, apesar de fria, nem vestígio da terrível poluição que todos criticam em Beijing. Tirei umas fotos das ruas e do comercio, e fomos com o guia ver um show de acrobacia no Teatro dos Trabalhadores, chegamos atrasados, pois o trânsito em Pequim é tão intenso quanto nas outras grandes metrópoles, mas bastante ordeiro. Não há o caos de Manila ou Hanói e Pnon Phem.

IMG_8861Saímos do teatro e fomos comer em uma zona tradicional de vida noturna, cheio de bares e restaurantes, do lado do hotel e vimos o Night Market, em Donghuamen, onde as barraquinhas de comida se enfileram na rua, iluminadas com as famosas lanternas chinesas, aí se come de tudo: peixes, espetinhos de escorpião e de cavalo-marinho, siao pao, macarrão de todos os modos, pato (pato nacional da China) laqueado, e como dizem eles “tudo que se mexe, é comestível”.

Nós jantamos em um restaurante, onde o guia fez descer três tipos de carne para que apreciássemos a culinária chinesa: carne de frango de porco e de boi, todos muito gostosos e com o toque da cozinha chinesa agridoce.

As primeiras impressões de Beijing foram as mais positivas possiveis.

Grande Muralha 24/12/14   Quarta-feira

 

Mutianyu Gate – Grande Muralha

A viagem de Beinjing a entrada de Mutyaniu leva 1:30 hora de carro, passando por estradas vicinais na zona rural: plantações de pera, maçã e pêssego.

O tempo ajudou e o céu estava de um azul claro intenso e brilhante. Tudo é majestoso na natureza, apesar do inverno que desnuda as árvores e a paisagem. O frio também é intenso.

A Muralha é imperiosa na cena, dá a impressão de que aqui já nasceu tudo grande. A Muralha foi construida ao longo de 2 mil anos. O imperador Qin Shi Huang, primeiro imperador da dinastia Qin, unificou a China e iniciou a construção da Muralha em 259- 210, para barrar a invasão de povos nômades. Ela tem, atualmente, 5.000 km. E foi muito restaurada desde então.

Apesar dos ataques, o tempo, as pilhagens, para não mencionar a invasão turística da idade moderna, terem causado o desabamento de dois terços da muralha, novas seções têm sido descobertas até hoje.

Os acessos, hoje, disponiveis aos turistas são quatro: Badaling, Mutianyu, Jinshanling e Simatai. O mais recomendável pela beleza cênica e conforto para a subida é Mutiannyu, mas quem quiser aproveitar para ver as tumbas da dinastia Ming deve visitar a de Badaling que está no caminho delas.

Chegamos na Muralha por Mutianyu, na entrada do parque um passarinho nos deu as boas-vindas e fomos logo descobrir a beleza natural do lugar. Tivemos sorte porque no inverno poucos são os turistas e pudemos curtir à vontade.IMG_8773

 

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Fizemos fotos de todos os ângulos e Ney fez até um vídeo com narração em chinês em inglês de apresentação da Muralha.

Saímos extasiados e fomos almoçar no parque da Muralha, havia poucos turistas chineses, e um grupo de italianos.

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Voltamos à tempo de dar mais uma volta pela rua de Wanfunjing e ir à casa de chá Lao She, a mais famosa de Benjing, para a cerimônia do chá, apresentação do teatro de sombras, mímica, o show de bonecos e a mudança de rostos da Ópera de Sichuan. Um verdadeiro show da cultura chinesa milenar.IMG_8864IMG_8907

 

 

 

 

 

 

 

Cidade Proibida 25/12/14 Quinta-feira

Google e Face Book não entram na China… Quanta sabedoria!!

Eles entraram no mundo contemporâneo sem matar a cultura tradicional. Em termos de comércio há de tudo de Prada a McDonals, de Mercedes Benz a hikshow, mas a bicicleta, poucas, ainda resistem nas avenidas largas da moderna Beijing.

A Praça Tianamen é uma belezura, composta de monumento aos heróis da revolução com direito a mastro com a bandeira vermelha e retrato gigantesco do Mao Zedong, o Grande Timoneiro. O culto à personalidade é um traço atávico dos chineses, antes eles cultuavam os imperadores como deuses, como os imperadores acabaram por disputa de poder, eles puseram o Mao, que fez da China uma potência moderna. A revolução cultural revogou o culto à personalidade e o Grande Timoneiro ficou sozinho nos umbrais da Cidade Proibida.

A cidade Proibida está na frente da praça, completando o cenário arquitetônico edifícios massiços abrigam os ministérios e o Museu Nacional. Ela é o maior complexo construído do mundo com 800 prédio e 8000 salas. A harmônia da arquitetura e o equilíbrio dos espaços, apesar da grandiosidade, emana serenidade e elegância única, tudo inspirado no Feng Shui. Os tetos de telhas vitrificadas douradas e a decoração em verde, vermelho, azul e amarelo em motivos geométricos, florais (a peônia é a flor nacional) e faunísticos (o leão, o dragão, a garça, a tartaruga, essas últimas símbolos da longevidade)dão aos espaços uma cenografia portentosa.IMG_8928  IMG_8963

 

Separando os palácios da cidade há um muro e um fosso, onde passa o rio Dourado, congelado nesta época do ano.

A cada entrada dos palácios se vê um leão macho e um fêmea. Ela tem sobre a pata esquerda uma esfera símbolo do poder e ele, sobre a pata direita, um filhote símbolo da fertilidade.

As rampas de acesso aos palácios são decoradas com imensas placas de mármores entalhados com figuras de dragões, símbolo de realeza e a peônia.

Os pátios estão decorados com enormes vasos recoletores de água, que no inverno, eram aquecidos.

A cidade começa na Porta Meridiana que se abre para dentro do Portão da Suprema Harmonia, e o pátio principal onde se celebrava a grande cerimônia de ascensão ao trono e os terraços.

A seguir, a entrada do palácio da Suprema Harmonia, modelo clássico do ambiente chinês. Nesse hall está a sala do trono, pintada de dourado e decorada com dragões.

IMG_8979Em seguida, vem o hall da Harmonia Central e o terceiro hall, o da Harmonia Perseverante, aí está a sala do trono principal, onde se filmou as cenas do filme de Bertolucci “O Último Imperador”. Depois é o palácio da Pureza Celestial, onde, até o século XVIII, o imperador vivia e era a parte masculina do palácio.

Depois, o palácio da Tranquilidade Terrestre e os jardins imperiais, onde se pode tomar chá em uma das casas de chá.

À parte, os halls e salas do trono há também a ala de palácios secundarios: o do Cultivo Mental, o da Longevidade Tranquila, e tantos outros para a numerosa corte do imperador e a centena de concubinas.

Atualmente, dentro dessa imensa área há também restaurantes e lojas de souvernir, o museu do Relógio que vale a pena a visita.

À tarde, estivemos na feira de antiguidades de Chaoyang, o mercado de Panjianyuan que tem de tudo um pouco, mas principalmente porcelana, joias e “mirabilia” da época da revolução.IMG_9100

 

 

 

 

 

 

 

IMG_9134Xi’an 26/12/14 Sexta-feira

Chegamos a Xi’an e o nosso guia, Tom, estava nos esperando no aeroporto, lá mesmo comemos e fomos para a cidade conhecer as muralhas medievais da cidade e o templo tibetano da Graça.

Fazia muito frio e o tempo estava encoberto, mesmo assim a cidade nos surpreendeu: limpa, imensa, uma metrópole. Xi’an foi a primeira capital da China, no século IIIAD, construida pelo fundador da dinastia Hang, atinge seu apogeu na dinastia Tang no século VII.

Ficamos hospedados no Hotel Península, na praça central de Xi’an em frente as entrada principal da cidade medieval, uma vista esplêndida. IMG_9180

 

 

 

 

No templo da Graça vimos a pagoda do Grande Ganso Selvagem que abriga um cemitério com “stupas” de mais de três séculos. Esse templo foi construido no século VIII para abrigar uma coleção de “stelle” que vieram da India com ensinamentos budistas. A preciosa coleção de documentos hoje está no museu Nacional de Xi’an. A pagoda é muito famosa porque desde o terremoto do século XVI ela está um pouco inclinada para a esquerda.IMG_9152

É aqui que começa a Rota da Seda, no século XI que vai chegar até o Mar Mediterrâneo.  

Jantando à noite no restaurante do hotel com turistas chineses , observamos que o país é multicultural e que a classe operária “foi ao paraíso”, que Mao Zedong fez de uma sociedade feudal pular para o século XXI em 50 anos. Se bem-estar e desenvolvimento se mede pelo número de carros e nível de consumo: esse país é um dos mais civilizados mundo.

 

Os Guerreiros de Terracota 27/12/14   Sábado

Começamos nossa visita pelas termas de Huanqui, onde o imperador ShiHuang Di e sua concubina favorita passavam o inverno e viveram uma bela estória de amor. Conta a lenda que a beldade era nora do imperador e por isso foi condenada a morte, pelo próprio, pois a sua corte estava descontente com a situação.

O complexo termal é cheio de fontes e piscinas. Aí também se abrigou Shan Kai Shec antes de peAlmoçamos em um “paladar” ,perto do sítio arqueológico dos guerreiros de terracota, que nos comentou o guia, é da família do camponês que achou o mausoleu em 1974. Parece que há muitos parentes desse camponês por aqui que vivem da mesma atividades, pois há uma grande variedade desses restaurantes particulares, licenciados pelo governo.rder o poder para os comunistas.IMG_9198IMG_9187

 

 

 

 

 

 

Eu e o guia no paladar nos aquecendo num aquecedor tradicional.IMG_9215

 

 

 

 

O Mausoleu de ShiHuangDi

O Mausoleu, onde estão enterrados os guerreiros de terracota, foi construído na mesma época da Grande Muralha, pelo imperador ShiHuang Di, até agora foram encontrados mais de 7000 guerreiros, duas esquadrias puxadas por cavalos de bronze, além dos cavalos de terracota encontrados junto aos guerreiros.

Os sítios arqueológicos dos guerreiros de terracota estão situados num complexo de três prédios, que abrigam os guerreiros, o museu e a loja de souvenir.

O exército é feito em barro, em tamanho natural, apesar de terem sido feitos com moldes, os rostos variam em expressão e traços, e as figuras estão em poses diversas, assim como os cavalos. Há soldados de todos os escalões, desde simples guerreiros até comandantes. Descubriu-se, há pouco tempo, que eram coloridos com pigmentos naturais.

É comovente olhar para aqueles homens de barro paralizados em diversas posições de combate por mais de 2 mil anos, expressões e rostos, cada um diferente do outro, pois o imperador queria que o seu exército fosse o mais realista possível.IMG_9232IMG_9252IMG_9268

 

O mais irônico é que o imperador morreu inesperadamente, antes que se terminasse a obra. Pouco tempo depois, houve uma revolta dos escravos que trabalharam no mausoleu destruiram e incendiaram a tumba.

Interessante é que na loja de souvenir, o camponês que achou os primeiros indício do mausoleu, passa toda a manhã assinando o livro sobre o sitio arqueológico. Há também uma sala de cinema que recria a história do mausoleu de Xi’an.

Finalmente, depois de 2 horas de visita, (que não é muito) voltamos em tempo para IMG_9283IMG_9279assistir um show de música tradicional da dinastia Tang, no Teatro Shaanxi de Ópera de Xi’an, e visitar as torres dos Tambores e dos Sinos na cidade medieval. Um belo espetáculo de elgância e cultura .

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Equilibrista: Circo da Vida

Para o Advento Equilibrista:Circo da Vida

A maioria escolhe ser palhaço: a mais nobre profissão do circo.

Eu escolhi ser equilibrista no Circo da Vida,

Talvez por ter nascido triste me foi negado o protagonismo circense do palhaço. Fui ser equilibrista.

Apurei o senso estético na esperança de ser bailarina, mas não foi suficiente, faltaram-me disciplina e talento.

Depois, tive a ilusão de ser poeta, mas é preciso muita coragem, desisti, fui covarde.

Graduei-me em jornalismo, mas estávamos vivendo numa época escura e os jornalistas precisam de luz para escrever…

Assim, entre luz e trevas, tempo de censura e ânsia de liberdade e justiça, dei um salto mortal e voei para o outro lado do Circo. Equilibrista, aprendi a estar atenta ao momento,

salto sem redes na afetividade,

vigio à porta do infinito,

plaino pendurada por um fio na distância,

rodopio no tempo e no vento da minha vida,

solta na dança livre da solidão.

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Bali

Bali, no 43° aniversário de casamento.

Chegamos a Bali pela Cathay Airways no dia 25 de setembro, às 17:30 depois de uma viagem que começou às 9:00 da manhã em Manila, com escala em Hong Kong. Valeu a pena!

Hospedamo-nos no hotel Amarterra, da cadeia Arcor na parte sudeste da ilha, em NusaDua.

Às oito fomos jantar fazer um jantar romântico no restaurante Ma Joly, à beira-mar, nas areias da praia.

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Estava tudo delicioso. Voltamos para o hotel cansados, mas felizes.IMG_7861

 

 

 

 

 

 

No dia 26 tomamos café da manhã no hotel e podemos perceber, então, que o Benjie acertou em cheio. Eu pedi um hotel “quiet and charming” e foi justamente isso que encontramos; um verdadeiro paraíso.

O hotel é composto de “villas”, na concepção italiana: quarto, banheiros, sala de estar, uma ducha ao ar-livre. No jardim há um gazebo, em frente uma piscina alimentada com águas de três fontes, decorada com três pés de cajá-manga cada um de uma cor margeando a piscina que perfumam todo o ambiente.

O quarto espaçoso e decorado com muito bom gosto há dois ambientes; um com a cama de casal enorme e, dando para um jardim interno chuveiros e um jacuzi. As águas que circundam o quarto cantam o tempo todo, a vegetação do jardim e de todo o hotel é luxuriante, ouve-se pássaros, esquilos brincam nas mangueiras, canangas, coqueiros, ibiscos, bambus, jambos, carambolas, e centenas outras árvores frutíferas e decorativas.IMG_7967

 

 

 

 

Tudo é harmonioso sem a simetria pouco criativa dos hotéis de luxo. Os espaços são salpicados de fontes e espelhos d’água, e todas vão dar nos caminhos que marcam a entrade e saída dos quartos. Um paraíso dentro de uma ilha paradisíaca.IMG_7881

 

 

 

 

 

 

Depois do café, fomos visitar o templo de Uluwatu e Garuda Wisnu Kencana, a maior estátua de Wisnu de Bali, uma obra monumental que ainda não está terminada. No pátio do complexo vimos um show de danças tradicionais com uma pequena orquestra. IMG_7916IMG_7909IMG_7921

 

 

 

 

 

 

 

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À tarde, voltamos para descansar no hotel pois tivemos uma noite cheia com jantar típico de pato crocante (cozinha típica da ilha) e um show de dança tradicional e moderna no teatro de Nusa Dua

com a companhia de dança Devdan. No cenário havia um pouco de todos os elementos da natureza: água, fogo, terra e as acrobacias de ar. Um espetáculo

No dia 27, sábado, fomos ao interior da ilha ver as vilas de artesãos de prata e ouro, madeira, demos uma volta pelo mercado nas ruas centrais de Ubud e almoçamos no restaurante Babi Guling Ibu Oka especialista em cozinha balinesa.IMG_7997

 

 

 

 

Terminamos o dia no hotel Pan Pacific Nirwana para contemplar o templo mais famoso de Bali, Tanah Lot, ao por-do-sol, quando ele parece flutuar no mar, pois é construído numa península, que com a de Mont Saint Michel, quando a maré sobe à noite e isola o templo com se ele estivesse flutuando na água.

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Jantamos no hotel, a comida, apesar de muito apimentada, estava deliciosa, aliás como toda a culinária da ilha, como a baiana, baseada em coco, tapioca, peixes, e muita pimenta…

No dia 28, domingo, demos uma volta pelo shopping que fica num parque perto do hotel, comemos num restaurante italiano (eles estão em todas as partes) e voltamos para o hotel para arrumar as malas e voltar a Manila. Há sonhos que vale a pena sonha e recordar…

Considerações gerais:

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Ainda que muito apressadas e superficiais, pelos poucos dias gastos em Bali, arrisco-me a fazer algumas apreciações sobre a nossa experiência balinesa, inspiradas no que vimos e conversamos com o nosso guia, um balines muito culto e objetivo nas suas informações.

Algumas são tão evidentes como a vida dos balineses é marcada pela devoção religiosa, em cada casa, negócio, enfim toda construção tem um altar logo na entrada, às vezes na calçada, onde se fazem oferendas no início do dia e por todo o transcorrer da jornada. O centro da vida comunitária é o templo, tudo é marcado pelo divino, todos os momentos da vida tem uma iniciação religiosa: o tempo, o espaço, a cultura.

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O próximo

“O estrangeiro é como um irmão que nunca encontramos”.
Ou encontramos morto numa praia deserta às centenas, procurando o direito à vida e a liberdade. Encontramos confinados em celas fétidas pela injustiça dos nossos preconceitos. Encontramos banidos dos aeroportos pelo nosso egoísmo e a burocracia do nosso bem-estar. Encontramos do outro lado dos muros que levantamos pelo medo de dividir o que é de todos. Encontramos enterrados nas fossas lamacentas do terror das guerras para usurpar, lucrar e mentir. Encontramos quando somos cúmplices da cobiça dos potentes que sujam, contaminam e tornam impossível a vida na terra.
O estrangeiro é sempre o irmão anônimo que não queremos ver a face, o próximo abandonado no caminho que nos agride com o seu sofrimento, o frágil, o velho, o doente, a mulher violentada, a criança maltratada, os indígenas pilhados de suas terras, os imigrantes rejeitados nas fronteiras da abundância.
O estrangeiro é um irmão que não queremos encontrar porque nos incomoda, nos acusa, no mais profundo do nosso ser, todas as nossas próprias mazelas, nos força a encontrar com o lado escuro de nós mesmos.

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