Travel log – China 2014

Grande Muralha, Pequim, Xi’an: guerreiros de terracota.

 

“Waves rise when the wind blows and wild geese fly in line in the sky”.

Two thousand later the Silk Road is a track in the sky…

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Pequim 23/12/2014 Terça-feira – Véspera de Natal

Chegamos a Pequim às 12:00 depois de um voo de 4 horas, vindos de Manila pela Philippines Airlways.

Fomos recebidos pelo guia Jason (geralmente, os asiáticos adotam um nome ocidental, de preferência inglês, o verdadeiro nome dele é Liu, acho muito mais original) no aeroporto, onde já pudemos constatar a grandiosidade da China, o aeroporto é uma construção grandiosa, espalhada a oeste de Pequim.

A cidade nos supreendeu à primeira vista, ao contrário do que imaginávamos, a cidade tem avenidas largas e edifícios baixo, mas enormes, resquícios da tradição construtora de Pequim de que era proibido construir mais alto que a cidade proibida que é toda horizontal.

Isto torna a cidade aprazível e humana, apesar dos volumes massiços dos prédios, já existem arranha-céus, mas na parte sul da cidade e em alguns bairros afastados.

Ficamos muito bem localizados bem no centro de Pequim na zona da praça Tianamen, na Wangfujing uma rua comercial de pedestres.

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Descemos depois do almoço para dar uma olhada e logo no começo da rua, quem diria… encontrei a igreja de São José, aberta, decorada para o Natal e toda iluminada, aliás como a cidade inteira, pricipalmente as ruas comerciais.

Logo na esquina escontramos um shopping center enorme para a alegria do Ney que chegou a China com a ideia fixa de comprar um I Pad na Apple, que ele não havia achado em Manila. No tal shopping a primeira loja enorme era a da Apple. Ele ficou deslumbrado quando o vendedor atendeu em um bom inglês e conseguiu vendê-lo em poucos minutos tudo o que ele buscava.

O céu já estava azul, a tarde estava linda, apesar de fria, nem vestígio da terrível poluição que todos criticam em Beijing. Tirei umas fotos das ruas e do comercio, e fomos com o guia ver um show de acrobacia no Teatro dos Trabalhadores, chegamos atrasados, pois o trânsito em Pequim é tão intenso quanto nas outras grandes metrópoles, mas bastante ordeiro. Não há o caos de Manila ou Hanói e Pnon Phem.

IMG_8861Saímos do teatro e fomos comer em uma zona tradicional de vida noturna, cheio de bares e restaurantes, do lado do hotel e vimos o Night Market, em Donghuamen, onde as barraquinhas de comida se enfileram na rua, iluminadas com as famosas lanternas chinesas, aí se come de tudo: peixes, espetinhos de escorpião e de cavalo-marinho, siao pao, macarrão de todos os modos, pato (pato nacional da China) laqueado, e como dizem eles “tudo que se mexe, é comestível”.

Nós jantamos em um restaurante, onde o guia fez descer três tipos de carne para que apreciássemos a culinária chinesa: carne de frango de porco e de boi, todos muito gostosos e com o toque da cozinha chinesa agridoce.

As primeiras impressões de Beijing foram as mais positivas possiveis.

Grande Muralha 24/12/14   Quarta-feira

 

Mutianyu Gate – Grande Muralha

A viagem de Beinjing a entrada de Mutyaniu leva 1:30 hora de carro, passando por estradas vicinais na zona rural: plantações de pera, maçã e pêssego.

O tempo ajudou e o céu estava de um azul claro intenso e brilhante. Tudo é majestoso na natureza, apesar do inverno que desnuda as árvores e a paisagem. O frio também é intenso.

A Muralha é imperiosa na cena, dá a impressão de que aqui já nasceu tudo grande. A Muralha foi construida ao longo de 2 mil anos. O imperador Qin Shi Huang, primeiro imperador da dinastia Qin, unificou a China e iniciou a construção da Muralha em 259- 210, para barrar a invasão de povos nômades. Ela tem, atualmente, 5.000 km. E foi muito restaurada desde então.

Apesar dos ataques, o tempo, as pilhagens, para não mencionar a invasão turística da idade moderna, terem causado o desabamento de dois terços da muralha, novas seções têm sido descobertas até hoje.

Os acessos, hoje, disponiveis aos turistas são quatro: Badaling, Mutianyu, Jinshanling e Simatai. O mais recomendável pela beleza cênica e conforto para a subida é Mutiannyu, mas quem quiser aproveitar para ver as tumbas da dinastia Ming deve visitar a de Badaling que está no caminho delas.

Chegamos na Muralha por Mutianyu, na entrada do parque um passarinho nos deu as boas-vindas e fomos logo descobrir a beleza natural do lugar. Tivemos sorte porque no inverno poucos são os turistas e pudemos curtir à vontade.IMG_8773

 

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Fizemos fotos de todos os ângulos e Ney fez até um vídeo com narração em chinês em inglês de apresentação da Muralha.

Saímos extasiados e fomos almoçar no parque da Muralha, havia poucos turistas chineses, e um grupo de italianos.

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Voltamos à tempo de dar mais uma volta pela rua de Wanfunjing e ir à casa de chá Lao She, a mais famosa de Benjing, para a cerimônia do chá, apresentação do teatro de sombras, mímica, o show de bonecos e a mudança de rostos da Ópera de Sichuan. Um verdadeiro show da cultura chinesa milenar.IMG_8864IMG_8907

 

 

 

 

 

 

 

Cidade Proibida 25/12/14 Quinta-feira

Google e Face Book não entram na China… Quanta sabedoria!!

Eles entraram no mundo contemporâneo sem matar a cultura tradicional. Em termos de comércio há de tudo de Prada a McDonals, de Mercedes Benz a hikshow, mas a bicicleta, poucas, ainda resistem nas avenidas largas da moderna Beijing.

A Praça Tianamen é uma belezura, composta de monumento aos heróis da revolução com direito a mastro com a bandeira vermelha e retrato gigantesco do Mao Zedong, o Grande Timoneiro. O culto à personalidade é um traço atávico dos chineses, antes eles cultuavam os imperadores como deuses, como os imperadores acabaram por disputa de poder, eles puseram o Mao, que fez da China uma potência moderna. A revolução cultural revogou o culto à personalidade e o Grande Timoneiro ficou sozinho nos umbrais da Cidade Proibida.

A cidade Proibida está na frente da praça, completando o cenário arquitetônico edifícios massiços abrigam os ministérios e o Museu Nacional. Ela é o maior complexo construído do mundo com 800 prédio e 8000 salas. A harmônia da arquitetura e o equilíbrio dos espaços, apesar da grandiosidade, emana serenidade e elegância única, tudo inspirado no Feng Shui. Os tetos de telhas vitrificadas douradas e a decoração em verde, vermelho, azul e amarelo em motivos geométricos, florais (a peônia é a flor nacional) e faunísticos (o leão, o dragão, a garça, a tartaruga, essas últimas símbolos da longevidade)dão aos espaços uma cenografia portentosa.IMG_8928  IMG_8963

 

Separando os palácios da cidade há um muro e um fosso, onde passa o rio Dourado, congelado nesta época do ano.

A cada entrada dos palácios se vê um leão macho e um fêmea. Ela tem sobre a pata esquerda uma esfera símbolo do poder e ele, sobre a pata direita, um filhote símbolo da fertilidade.

As rampas de acesso aos palácios são decoradas com imensas placas de mármores entalhados com figuras de dragões, símbolo de realeza e a peônia.

Os pátios estão decorados com enormes vasos recoletores de água, que no inverno, eram aquecidos.

A cidade começa na Porta Meridiana que se abre para dentro do Portão da Suprema Harmonia, e o pátio principal onde se celebrava a grande cerimônia de ascensão ao trono e os terraços.

A seguir, a entrada do palácio da Suprema Harmonia, modelo clássico do ambiente chinês. Nesse hall está a sala do trono, pintada de dourado e decorada com dragões.

IMG_8979Em seguida, vem o hall da Harmonia Central e o terceiro hall, o da Harmonia Perseverante, aí está a sala do trono principal, onde se filmou as cenas do filme de Bertolucci “O Último Imperador”. Depois é o palácio da Pureza Celestial, onde, até o século XVIII, o imperador vivia e era a parte masculina do palácio.

Depois, o palácio da Tranquilidade Terrestre e os jardins imperiais, onde se pode tomar chá em uma das casas de chá.

À parte, os halls e salas do trono há também a ala de palácios secundarios: o do Cultivo Mental, o da Longevidade Tranquila, e tantos outros para a numerosa corte do imperador e a centena de concubinas.

Atualmente, dentro dessa imensa área há também restaurantes e lojas de souvernir, o museu do Relógio que vale a pena a visita.

À tarde, estivemos na feira de antiguidades de Chaoyang, o mercado de Panjianyuan que tem de tudo um pouco, mas principalmente porcelana, joias e “mirabilia” da época da revolução.IMG_9100

 

 

 

 

 

 

 

IMG_9134Xi’an 26/12/14 Sexta-feira

Chegamos a Xi’an e o nosso guia, Tom, estava nos esperando no aeroporto, lá mesmo comemos e fomos para a cidade conhecer as muralhas medievais da cidade e o templo tibetano da Graça.

Fazia muito frio e o tempo estava encoberto, mesmo assim a cidade nos surpreendeu: limpa, imensa, uma metrópole. Xi’an foi a primeira capital da China, no século IIIAD, construida pelo fundador da dinastia Hang, atinge seu apogeu na dinastia Tang no século VII.

Ficamos hospedados no Hotel Península, na praça central de Xi’an em frente as entrada principal da cidade medieval, uma vista esplêndida. IMG_9180

 

 

 

 

No templo da Graça vimos a pagoda do Grande Ganso Selvagem que abriga um cemitério com “stupas” de mais de três séculos. Esse templo foi construido no século VIII para abrigar uma coleção de “stelle” que vieram da India com ensinamentos budistas. A preciosa coleção de documentos hoje está no museu Nacional de Xi’an. A pagoda é muito famosa porque desde o terremoto do século XVI ela está um pouco inclinada para a esquerda.IMG_9152

É aqui que começa a Rota da Seda, no século XI que vai chegar até o Mar Mediterrâneo.  

Jantando à noite no restaurante do hotel com turistas chineses , observamos que o país é multicultural e que a classe operária “foi ao paraíso”, que Mao Zedong fez de uma sociedade feudal pular para o século XXI em 50 anos. Se bem-estar e desenvolvimento se mede pelo número de carros e nível de consumo: esse país é um dos mais civilizados mundo.

 

Os Guerreiros de Terracota 27/12/14   Sábado

Começamos nossa visita pelas termas de Huanqui, onde o imperador ShiHuang Di e sua concubina favorita passavam o inverno e viveram uma bela estória de amor. Conta a lenda que a beldade era nora do imperador e por isso foi condenada a morte, pelo próprio, pois a sua corte estava descontente com a situação.

O complexo termal é cheio de fontes e piscinas. Aí também se abrigou Shan Kai Shec antes de peAlmoçamos em um “paladar” ,perto do sítio arqueológico dos guerreiros de terracota, que nos comentou o guia, é da família do camponês que achou o mausoleu em 1974. Parece que há muitos parentes desse camponês por aqui que vivem da mesma atividades, pois há uma grande variedade desses restaurantes particulares, licenciados pelo governo.rder o poder para os comunistas.IMG_9198IMG_9187

 

 

 

 

 

 

Eu e o guia no paladar nos aquecendo num aquecedor tradicional.IMG_9215

 

 

 

 

O Mausoleu de ShiHuangDi

O Mausoleu, onde estão enterrados os guerreiros de terracota, foi construído na mesma época da Grande Muralha, pelo imperador ShiHuang Di, até agora foram encontrados mais de 7000 guerreiros, duas esquadrias puxadas por cavalos de bronze, além dos cavalos de terracota encontrados junto aos guerreiros.

Os sítios arqueológicos dos guerreiros de terracota estão situados num complexo de três prédios, que abrigam os guerreiros, o museu e a loja de souvenir.

O exército é feito em barro, em tamanho natural, apesar de terem sido feitos com moldes, os rostos variam em expressão e traços, e as figuras estão em poses diversas, assim como os cavalos. Há soldados de todos os escalões, desde simples guerreiros até comandantes. Descubriu-se, há pouco tempo, que eram coloridos com pigmentos naturais.

É comovente olhar para aqueles homens de barro paralizados em diversas posições de combate por mais de 2 mil anos, expressões e rostos, cada um diferente do outro, pois o imperador queria que o seu exército fosse o mais realista possível.IMG_9232IMG_9252IMG_9268

 

O mais irônico é que o imperador morreu inesperadamente, antes que se terminasse a obra. Pouco tempo depois, houve uma revolta dos escravos que trabalharam no mausoleu destruiram e incendiaram a tumba.

Interessante é que na loja de souvenir, o camponês que achou os primeiros indício do mausoleu, passa toda a manhã assinando o livro sobre o sitio arqueológico. Há também uma sala de cinema que recria a história do mausoleu de Xi’an.

Finalmente, depois de 2 horas de visita, (que não é muito) voltamos em tempo para IMG_9283IMG_9279assistir um show de música tradicional da dinastia Tang, no Teatro Shaanxi de Ópera de Xi’an, e visitar as torres dos Tambores e dos Sinos na cidade medieval. Um belo espetáculo de elgância e cultura .

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